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Bíblia Online

Evangelho do Dia

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"O Nascimento de Jesus"

 Nascimento de Jesus - Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto para ser recenseada toda a terra. Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria.


Todos iam recensear-se, cada qual à sua própria cidade. Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida.

E, quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria.

Na mesma região encontravam-se uns pastores que pernoitavam nos campos, guardando os seus rebanhos durante a noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor refulgiu em volta deles; e tiveram muito medo. O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo:
Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.»

De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo:  «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado.»

Quando os anjos se afastaram deles em direcção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: «Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.»

Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura. Depois de terem visto, começaram a divulgar o que lhes tinham dito a respeito daquele menino. Todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores.
 Quanto a Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração. E os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, conforme lhes fora anunciado.

Fonte: Bíblia Sagrada (Lc 2, 1-20)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Domingo lV do Advento "Jesus nascerá de Maria, noiva de José, filho de David"

O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo:

Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo.
Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse:

«José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».

Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz:
«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’».
Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.

Fonte: Biblia Sagrada  (Mt 1, 18-24)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Domingo lll do Advento "És Tú Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro ?"


Naquele tempo, João Baptista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo e mandou-Lhe dizer pelos discípulos:
«És Tú Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro?»
Jesus respondeu-lhes:

«Ide contar a João o que vedes e ouvis:
os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres.
E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo».

Quando os mensageiros partiram, Jesus começou a falar de João às multidões:
«Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento?
Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas?
Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis.
Que fostes ver então? Um profeta?
Sim  Eu vo-lo digo  é mais que profeta.
É dele que está escrito:
‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’.
Em verdade vos digo:
Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista.
Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele.

Fonte: Bíblia Sagrada (Mt 11, 2-11)

domingo, 28 de novembro de 2010

XVl Semana Bíblica Diocesana nos Açores

A ilha de São Miguel esteve em festa com a realização da XVl Semana Bíblica Diocesana que este ano teve como tema central “A Aliança na Bíblia”. Esta iniciativa do Secretariado Bíblico de São Miguel em colaboração com a Diocese de Angra decorreu de 22 a 26 de Novembro de 2010 e teve como palco a nova Igreja de N. Sra. de Fátima em Ponta Delgada.


Os temas foram desenvolvidos nesta sequência:


Segunda-feira: Abertura da Semana Bíblica pelo Vigário Episcopal, em representação da Diocese (Padre Octávio Medeiros) que nos falou, sobre a necessidade dos Cristãos viverem, á luz da Palavra de Deus. “Esta Palavra Aliança” foi o tema do primeiro dia da Semana e foi desenvolvido pelo Frei Herculano Alves.

À esquerda o Pe. Paulo Borges, ao centro o Frei Herculano Alves e á direita o Pe. Teodoro Medeiros
Terça-feira: “Aliança no Sinai, Aliança com Abraão” pelo Padre Teodoro Medeiros e a encerrar este dia, um trabalho do Secretariado Bíblico com o tema “Deus é o centro da Bíblia”. O Salmo 118 foi a oração que encerou este dia.

Quarta-feira: “Aliança com Noé”, pelo Frei Herculano Alves.
O secretariado Bíblico marcou o final deste dia com mais um trabalho sob o tema”E se a Bíblia fosse o nosso telemóvel”. O Salmo 33 foi a oração final desta noite.

Quinta-feira: “Utopia da Nova Aliança” também pelo Frei Herculano Alves e a concluir este dia a actuação do grupo Bíblico “São Paulo” proveniente das Freguesias de Ribeira Quente e Furnas, que apresentou uma pequena peça de Teatro com o tema “A Revelação de Jesus ”.

Sexta-feira: “Cristo, Nova e Eterna Aliança” tema desenvolvido pelo Padre Paulo Borges que assim concluiu os trabalhos com chave de ouro. A Cerimónia final ficou a cargo do grupo Bíblico “Sal da Terra” da freguesia da Covoada.

Ao longo da semana participaram diariamente 330 pessoas, que com a Bíblia na Mão e Deus no coração saborearam as maravilhas da Palavra de Deus, enriquecendo assim os seus conhecimentos acerca da Sagrada Escritura.
 No final desta Semana, foi emocionante ver uma Igreja repleta de pessoas felizes, que de pé e com muita alegria saudaram a Palavra de Deus com uma calorosa salva de palmas e com a promessa de Leva-la no coração para a vida.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

XVl SEMANA BÍBLICA DIOCESANA DE 22 A 26 DE NOVEMBRO


É já no próximo dia 22 de Novembro que arranca em Ponta Delgada, mais uma edição da Semana Bíblica Diocesana dos Açores organizada pelo Secretariado Bíblico de São Miguel. 
Esta será a décima sexta vez que a ilha de São Miguel recebe tão ilustre acontecimento, que tem por objectivo aprofundar o conhecimento sobre a Sagrada Escritura, descobrindo assim as maravilhas da Palavra de Deus nesse livro Sagrado que Deus usa para falar ao nosso coração.
A edição do ano anterior ficou marcada pela primeira transmissão em directo pela Internet, chegando assim ás nove ilhas dos Açores e consequentemente aos quatro cantos do mundo, o que voltará a acontecer este ano.
O tema escolhido é  "A Aliança na Bíblia", os conferencistas convidados são o Frei Herculano Alves, o Padre Teodoro Medeiros e o Padre Paulo Borges.
O local escolhido foi a nova igreja de Nossa Senhora de Fátima, localizada na  cidade de Ponta Delgada na zona do Lajedo (próximo ao centro comercial Parque Atlântico). Esta será assim mais uma bênção para a comunidade desta localidade que brevemente será elevada a paróquia. 
Todos os dias desta semana terão também a participação especial dos grupos Bíblicos desta Ilha que tem ao seu cargo a cerimónia final de cada dia.
O Secretariado Bíblico apela a toda a comunidade Cristã que participe activamente neste acontecimento de relevo para esta ilha e que mais uma vez faça desta semana uma semana de festa com a Bíblia na mão e Deus no coração.

sábado, 2 de outubro de 2010

«Se tivésseis fé!» Lc 17, 5-10

Naquele tempo, os Apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta a nossa fé».
O Senhor respondeu: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira:
‘Arranca-te daí e vai plantar-te no mar’, e ela obedecer-vos-ia.

Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele volta do campo:
‘Vem depressa sentar-te à mesa’?
Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, até que eu tenha comido e bebido.
Depois comerás e beberás tu.

Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou?
Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei:
‘Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer’.

Fonte: Bíblia Sagrada

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MARIA MADALENA, quem és tu?


Testemunha privilegiada da Ressurreição de Jesus Cristo
O imaginário da nossa cultura religiosa costuma apresentar Maria Madalena com roupas provocantes e o cabelo solto (próprio de mulheres levianas), ajoelhada junto à cruz ou devotamente prostrada aos pés de Jesus. Porém, quem se puser à procura dessa “Madalena pecadora”, no Novo Testamento (NT), com certeza que não a encontrará.

Maria Madalena é a mulher mais presente, simpática e misteriosa do NT. O seu nome significa: Maria, “bela”, e Madalena, habitante de “Magdala” que era uma povoação junto ao lago da Galileia, situada cerca de 5 km a norte da cidade de Tiberíades [nome atribuído em honra do imperador Tibério César].

“Magdala”, vem de “Migdal Nunayah” significa “torre”; o seu nome, em grego, é Tariquea designa “pesca segura”; De facto, neste lugar a pesca era a actividade dominante, no séc. I. (Fávio Josefo, Guerra dos judeus 2, 1; 3, 9.7-3, 10.15).

Sabemos que as povoações da Galileia ofereceram grande oposição aos romanos, mas apesar das suas fortificações Magdala foi conquistada pelo general Vespasiano em 66 d. C. Segundo descobertas arqueológicas recentes Magdala, longe de ser uma pequena povoação sem importância, possuía estradas calcetadas, um hipódromo, um grande pórtico de entrada e uma sinagoga, onde foi encontrada uma enorme pedra de altar quadrangular, com a “Menorah” (o candelabro dos 7 braços) esculpida, tratando-se da mais antiga inscrição encontrada até hoje.

Note-se que Magdala situa-se a 7 quilómetros de Cafarnaum, onde Jesus se estabeleceu durante a sua vida pública, o que nos pode levar a crer que, possivelmente, terá conhecido muito bem esta povoação e pregado na sua sinagoga.

“Maria” era dos nomes femininos mais comuns entre os judeus, porque a irmã de Moisés tinha esse nome (Ex 15, 20) e, provavelmente, gostariam de ter uma “Maria” na família. O NT menciona sete mulheres com este nome: Maria, a mãe de Jesus; Maria de Magdala; Maria de Betânia; Maria de Clopas; Maria, mãe de Tiago o Menor e de José; Maria, colaboradora de Paulo (Rom 16, 6) e Maria, mãe de João Marcos (Act 12, 12).

Constatamos que de acordo com a cultura patriarcal daquela época as mulheres tinham um indicativo de submissão, por exemplo: “mãe de…”, “mulher de…”, “filha de…”. Tal como o caso curioso da “mãe dos filhos de Zebebeu”, como se “os filhos de Zebebeu” também não fossem dela! Ora, Maria Madalena é referida com o seu nome próprio, sem ligação a qualquer homem. Isso indica que ou era de origem social elevada e, vivendo em ambiente helenista, tinha maior independência familiar ou, simplesmente, era solteira, viúva ou repudiada, dedicando a sua vida ao Mestre Jesus, como discípula fiel.

A sua fama entrou na devoção dos cristãos que chegou mesmo a ser considerada a “Apóstola dos Apóstolos”; pois até, no séc. XIII, chegou a ser fundada uma ordem religiosa denominada de “Madalenas”.

O nome de Maria Madalena aparece 12 vezes, em cinco episódios distintos:

1. A meio do evangelho de Lucas (Lc 8, 2-3);

2. Na crucifixão de Jesus (Mt 27, 56; Mc 15, 40; Jo 19, 25);

3. Na descida de Jesus da cruz (Mc 15, 47);

4. Junto ao sepulcro, na manhã de Páscoa (Mt 27, 61; Mt 28, 1; Mc 16, 1; Lc 24, 10);

5. Aparição do Ressuscitado (Jo 20, 1-18);

Três equívocos que provocaram grandes injustiças:

1. Os pés lavados com as lágrimas

Lucas 7, 36-50 apresenta Jesus em casa do fariseu Simão, na Galileia, a tomar uma refeição. Aparece uma mulher, pecadora pública, que se atira aos pés de Jesus, começa a chorar e depois enxuga-os com os cabelos; em seguida, beija os pés de Jesus e unge-os com perfume. Já se especulou muito sobre o que terá motivado aquela mulher a agir daquela maneira, ou seja, a realizar um gesto tão íntimo e pessoal. No entanto, para além de afirmar que O conhecia, ou seja, já tinha ouvido falar dele, o texto não nos permite ir mais além, porque aquela mulher não diz qualquer palavra em toda a narração. Apenas Jesus defende-a, contra as expectativas farisaicas de Simão, porque o seu gesto revelou gratidão, humildade e amor ao Mestre.

Imediatamente a seguir a este episódio, Lucas refere o nome de Maria Madalena, pela primeira vez no seu evangelho (8, 2), acrescentando-lhe “de quem tinha saído sete demónios”. Daí que foi muito fácil associar a “mulher pecadora” à “mulher endemoninhada”, que Jesus teria curado, anteriormente.

2. A confusão das três mulheres:

Após terem associado Madalena à prostituta pública, caiu-se numa nova confusão. No final do evangelho de Marcos (14, 3-9) conta-se que Jesus estava em Betânia, à mesa de Simão, o leproso, e outra mulher (a terceira) aproximou-se de Jesus, partiu um frasco e derramou o seu perfume, muito caro, sobre a cabeça de Jesus Cristo.

As três mulheres: Maria Madalena, de quem tinha saído sete demónios, a pecadora pública anónima e a mulher de Betânia, passaram a ser uma só! Como? Vejamos: De facto, a mulher (segundo Marcos) aparece fazendo quase o mesmo que a pecadora (de Lucas); isso, levou João a pensar que se tratava da mesma pessoa: Maria Madalena; ainda por cima, identificou-a com Maria, irmã de Lázaro e Marta de Betânia. Se compararmos Jo 12, 1-8 com Jo 11, 2 reparamos que o evangelista refere, no capítulo 11, um episódio que só narrará no capítulo seguinte, unindo na mesma pessoa (Madalena!) a pecadora de Lc 7, com Maria de Betânia, irmã de Lázaro. A partir daí a tradição associou Madalena com a Samaritana dos seis maridos (Jo 4) e até com a adúltera apanhada em flagrante (Jo 8). Apesar de Sto Agostinho, Sto Ambrósio e Sto Efrém (séc. IV) oporem-se a estas identificações, foi o papa Gregório Magno (séc. XI) que sancionou para a história tal identidade, defendendo que as três mulheres eram uma só.

Síntese: Lucas fala de Maria Madalena (a dos sete demónios) logo após ao episódio da pecadora pública (sem referir o seu nome) que banha os pés de Jesus com lágrimas, enxuga-os com os cabelos e beija-os. Em Marcos e Mateus verifica-se que a unção foi feita com perfume, na cabeça e não com lágrimas, nos pés. João dá-nos uma versão mista de duas narrativas: baseia-se no relato de Marcos, mas incorpora pormenores de Lucas. Por exemplo:

a) João diz que a mulher unge com perfume os pés de Jesus!

Naquele tempo, tal como hoje, tem todo o sentido perfumarmos o rosto e não os pés. João apresenta o seu relato por influência da pecadora de Lucas, que banha os pés de Jesus com as suas lágrimas.

b) João a seguir diz que após deitar o perfume, nos pés de Jesus, a mulher secou-o!

Não tem lógica secar o perfume que se acabou de colocar. É notória a influência do relato lucano, onde aí a mulher enxuga os pés de Jesus com os seus cabelos, após ter chorado sobre eles.

c) João apresenta a mulher de Betânia soltando os cabelos!

No tempo de Jesus, usar os cabelos soltos em público era conotado com mulheres levianas. Isto parece não combinar com a personagem virtuosa de Maria, irmã de Lázaro, que aparece no 4.º evangelho. Podemos concluir também que esse foi dos aspectos lucanos assumidos por João.


Mulheres que ungem Jesus nos Evangelhos


Mt 26, 6-13 Mc 14, 3-9 Lc 7, 36-50 Jo 12, 1-8


Tempo Dois dias antes da Paixão. Dois dias antes da Paixão. Início da vida pública. Seis dias antes da Paixão.


Lugar Betânia, casa de Simão. Betânia, casa de Simão. Uma cidade (Galileia). Betânia em casa de Marta e Lázaro (Judeia).


Quem Uma mulher. Uma mulher. Uma mulher. (*) Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro.


Acção Traz frasco de perfume. Traz frasco de perfume. Traz frasco de perfume. Traz frasco de perfume.


Perfume De alto preço De alto preço … De alto preço.


Unção Na cabeça. Na cabeça. Nos pés. Nos pés.

Outros gestos … Parte o frasco. Banha-os com lágrimas, enxuga-os com os cabelos, beija-os. Banha-os com lágrimas, enxuga-os com os cabelos, beija-os.

Reacção dos ouvintes Discípulos indignados… Dar aos pobres Alguns indignados… Dar aos pobres O fariseu: “Se esse homem fosse profeta… é uma pecadora” A casa encheu-se de perfume, Judas: “Porque não se vendeu?” Discípulos indignados… Dar aos pobres.

Comentário do evangelista … … Judas era Ladrão.

Reacção de Jesus Praticou uma boa acção. Preparou o meu sepulcro. Sempre dele falarão Praticou uma boa acção. Preparou a minha sepultura. Pobres sempre os tereis. Sempre falarão dela. Ser-lhe-ão perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou Praticou uma boa acção. Preparou a minha sepultura. Pobres sempre os tereis. Sempre falarão dela.

(*) Maria, cujo irmão Lázaro, caíra doente, era aquela que ungiu os pés de Jesus com perfumes e lhos enxugara com os seus cabelos. (Jo 11, 2).

(*) Constata-se que Maria Madalena não aparece em nenhum dos textos em que as diferentes mulheres são citadas nos evangelhos.

3. A questão dos sete demónios:

Lucas ao referir que de Maria Madalena tinha saído sete demónios, nada tem a ver com pecados, porque na mentalidade bíblica relacionavam as doenças com possessões demoníacas, pois deveria tratar-se de alguma doença que a impedia de ser livre e autónoma.

Notemos que Lucas introduz Madalena como parte do grupo de “algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades” (Lc 8, 2). Não diz que eram mulheres “perdoadas dos seus pecados”. Portanto, ele quer apresentar um grupo de mulheres curadas e libertas por Jesus, entre as quais está uma especial, que fora liberta de sete demónios. Tendo em conta a simbologia do número sete, podemos identificar aqui a chave de leitura mais importante para sabermos quem é, na verdade, Maria Madalena?

Aqui está o primado dela em relação às outras discípulas que acompanhavam o Mestre: ela foi totalmente liberta por Jesus, tornando-se na discípula perfeita, ou seja, apaixonada pelo Mestre.

Conclui Lucas que “elas serviam Jesus e os discípulos com os seus bens”, indicando que eram de estratos sociais elevados, como por exemplo Joana, esposa do administrador de Herodes (Lc 8, 3), também tinham muitas posses para pagar os ensinamentos do seu mestre tal como era obrigação do discípulo, naquele tempo.

Madalena a primeira em tudo

Apesar da mentalidade machista da época e de na língua hebraica não haver o feminino das palavras “discípulo” e “mestre”, o NT apresenta mulheres discípulas que superam os discípulos no amor, no serviço e na fidelidade, precedendo-os até na fé. Curioso é em Act 9, 36 aparecer uma mulher de nome Tabitá, como o apelativo de “discípula”.

Madalena foi seguidora de Jesus desde o primeiro instante até ao fim, ou seja, desde a Galileia até Jerusalém (Mt 27, 55-56; Mc 15, 40); depois de encontrar o sepulcro aberto, foi a primeira a contar a Pedro e ao discípulo amado (Jo 20, 1-2); primeira a receber da boca do anjo a notícia da ressurreição (Mt 28, 5-6); primeira a ver o Ressuscitado (Jo 20, 13-18); curiosamente, depois da ascensão de Jesus, Maria Madalena desaparece do palco do NT.

Os 4 evangelhos identificam-na com a 1ª testemunha da ressurreição: Mt 27, 56-28,1; Mc 15, 40-16, 9; Lc 24, 10; Jo 19, 25-20, 18.

Ela torna-se embaixadora do primeiro anúncio (kerigma): Eu sei que Jesus está vivo, porque “vi o Senhor”! Este é o primeiro grito da manhã de Páscoa, para os discípulos de todos os tempos que fazem a experiência do Ressuscitado.

O objectivo da caminhada crente é deixar-se apaixonar pelo Mestre e Senhor Jesus. Madalena, tal como Pedro, Paulo, André e Lucas, apaixonaram-se por Jesus Cristo que os libertou totalmente.

Madalena não é de modo nenhum pecadora, mas uma mulher livre para servir e onde a gratidão é a única forma de revelar o tamanho amor que o Mestre depositou nela.

Pe. Paulo Borges


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"A Palavra do Senhor permanece para sempre" 1Pe 1, 22-25


"Já que purificastes as vossas almas pela obediência à verdade que leva a um sincero amor fraterno, amai-vos intensamente uns aos outros do fundo do coração,como quem nasceu de novo, não de uma semente corruptível, mas de um germe incorruptível, a saber, por meio da palavra de Deus, viva e perene.
De facto,todo o mortal é como a erva e toda a sua glória como a flor da erva.
Seca-se a erva e cai a flor,
mas a palavra do Senhor permanece para sempre.
Esta é a palavra que vos foi anunciada como boa-nova"
.


Fonte: Bíblia Sagrada

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"Nós pregamos um Messias crucificado”. (Cor 1, 22-23) I

1ª parte
Introdução

“Falar sobre a cruz de Cristo!”. Não é propriamente fácil abordar um tema onde teólogos e pensadores de todos os quadrantes já discorreram rios de tinta imprimindo milhares de livros, artigos, e até teses de doutoramento sobre o fim-de-semana mais marcante da história da humanidade.

Este é dos temas que se pode abordar de muitas formas, porque a cruz é chave ou lente por onde se lê toda a História da Salvação. Pois, a cruz é a maior provocação à história e à lógica humana!
Opto pela perspectiva da dupla dimensão que a cruz nos apresenta, verticalidade e horizontalidade, a partir de dois textos de Paulo: Filipenses 2, 1-11 e Coríntios 1, 17-31:
Perspectiva vertical: relação de Jesus com Deus e de Deus Pai com Jesus.
Perspectiva horizontal: relação de Jesus com a humanidade e da humanidade com Jesus.
Termino com algumas considerações finais actualizando, tanto quanto possível, o mistério da Paixão de Cristo: qual é o lugar da cruz, na vida concreta das pessoas?

Antes de mais nada, existe uma inquietante questão que necessitamos encontrar resposta: Porque mataram Jesus? Se Ele só fez o bem, se Ele era tão bom, porque quiseram exterminá-lo? E de forma tão brutal?
A morte de Jesus não pode ser entendida sem olharmos a sua vida; por sua vez, a sua vida não é compreensível sem Aquele para quem Ele vivia, ou seja, o Pai do Céu. Por outras palavras, é a sua vida e a forma como viveu que dá sentido último à sua morte.
Jesus é condenado e morto na cruz por aqueles que não só queriam a sua morte, mas principalmente, desejavam o extermínio do Deus que Jesus apresentava.
Cristo aposta toda a sua vida mostrando-se sempre livre e fiel ao Pai de Céu: usando de Misericórdia e Amor para com todos. Relembra aos poderosos do seu tempo, as palavras da Escritura: “Ide aprender: Eu quero a Misericórdia e não sacrifícios”.
É bem verdade que certos relatos do NT apoiam a morte de Jesus na perspectiva sacrificial, ou seja, era necessário o sacrifício, o derramamento do seu sangue na cruz para que Deus perdoasse os nossos pecados, daí algumas expressões: “Cordeiro pascal imolado” (Cor 5, 7), “Cordeiro reconciliador” (Ap 5, 9), “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, nas palavras de João Baptista. À semelhança dos sacrifícios antigos o sangue de Cristo derramado na cruz selaria a nova aliança entre Deus e os homens, para o perdão dos pecados (Mt 26, 28; Mc 14, 24; Lc 20, 20).
Podemo-nos interrogar: Será que Jesus salvou-nos só pelo seu sofrimento? Penso que não! O que nos salvou foi toda a pessoa de Jesus Cristo: desde a encarnação à cruz, ou seja, toda a sua coragem, todo o seu compromisso, todas as suas opções é que nos salvaram no passado, e nos salvam no presente.


Escutemos agora as palavras de Paulo:
Fil 2, 3-11: Ter os mesmos sentimentos em Cristo Jesus
“3Nada façais por ambição, nem por vaidade; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós próprios, 4não tendo cada um em vista os próprios interesses, mas os interesses dos outros. 5Tende entre vós os mesmos sentimentos, que estão em Cristo Jesus:
6Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus;
7no entanto, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo.
Tornando-se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-se, identificado como homem, 8rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.
9Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome, 10para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra; 11e toda a língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor!", para glória de Deus Pai.”

Constatamos à primeira vista que Paulo, utilizando um cântico muito antigo da liturgia cristã primitiva, apresenta a Paixão de Jesus como uma descida até à cruz; verificando-se uma subida gradual até à exaltação em Deus. Isto retrata o movimento da vida de Jesus: Fidelidade até ao fim e até às últimas consequências, por isso, Deus o exaltou!

A lógica da kénosis, ou seja, do despojamento é da doação plena, da entrega, da gratuidade absoluta do amor no qual Jesus anula o próprio ser para que, tomando sobre si todo o mal, todos sejam tudo no espaço aberto desse divino auto-despojamento.

Aqui não se trata de um Deus que, sendo tudo, se faz nada, para que em si tudo seja possível, ou seja libertando-nos do pecado e da morte, mas antes um Deus que, nunca fica refém da glória dos nossos superlativos, ou dos nossos esquemas mentais. O despojamento de Jesus é o convite, sempre actual, ao desafio máximo de potenciação e superação de cada ser humano, levando-nos ao limite das nossas forças e experimentando a maravilha da entrega, do serviço, da paixão, do amor pelo ideal do Reino.

Jesus na cruz revela um Deus que manifesta-se às avessas e é só nessa lógica que podemos entender as Bem-aventuranças: Dois contrários absolutos unidos e com o sentido de rev“os pobres em espírito”!elar ao ser humano o caminho da felicidade. Sem a lógica da cruz e da entrega nunca entenderíamos essa lógica.

Cor 1, 17-31: Sabedoria do mundo e loucura da cruz
“17Na verdade, Cristo não me enviou a baptizar, mas a pregar o Evangelho, e sem recorrer à sabedoria da linguagem, para não esvaziar da sua eficácia a cruz de Cristo. 18A linguagem da cruz é certamente loucura para os que se perdem mas, para os que se salvam, para nós, é força de Deus. 19Pois está escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes.” 20Onde está o sábio? Onde está o letrado? Onde está o investigador deste mundo? Acaso não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? 21Pois, já que o mundo, por meio da sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem, pela loucura da pregação. 22Enquanto os judeus pedem sinais e os gregos andam em busca da sabedoria, 23nós pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios. 24Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder e sabedoria de Deus. 25Portanto, o que é tido como loucura de Deus, é mais sábio que os homens, e o que é tido como fraqueza de Deus, é mais forte que os homens. 26Considerai, pois, irmãos, a vossa vocação: humanamente falando, não há entre vós muitos sábios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres. 27Mas o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte. 28O que o mundo considera vil e desprezível é que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa. 29Assim, ninguém se pode vangloriar diante de Deus. 30É por Ele que vós estais em Cristo Jesus, que se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e redenção, 31a fim de que, como diz a Escritura, aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.”


As ideias de Paulo sobre a cruz oferecem-nos uma abordagem totalmente nova sobre o rosto de Deus revelado por Jesus.
O que é que cruz nos diz a respeito de Deus?
Se é verdade que Jesus é que salva, não é menos verdade que só a cruz tem o poder de nos fazer ver como!? A cruz de Cristo continua ser o maior tesouro e esperança para a Igreja.

Deus age de forma oposta, à lógica que a humanidade espera de um Deus omnipotente: cria, a partir do nada; ganha, quando perde; sendo Deus, faz-se carne; faz das cinzas do pecado, os ramos festivos da graça; quando nos sentimos fracos, aí é que somos fortes; faz dos últimos os primeiros; transforma as sextas-feiras de paixão e luto em domingos de Páscoa e Ressurreição! A cruz esvazia-nos do vão orgulho das nossas boas obras, para que possamos confiar unicamente na força da Páscoa de Cristo!
Deus recusa regatear a sua graça com a humanidade, evitando assim qualquer tipo de orgulho espiritual pelo cumprimento ético das obras da Lei.

A loucura da Cruz é a loucura de um Deus que se entrega não só à morte mas, no contexto do mundo antigo, à mais cruel e “escandalosa” das mortes, assumindo e comungando o destino dos mais malvados dos homens. O que, no contexto da religião hebraica, aquele que declaravam “maldito de Deus” era apedrejado até à morte e depois “suspenso a uma árvore”. Dt 21, 22-23.

A cruz não apresenta somente um Deus derrotado e humilhado, mas revela todo o seu amor vulnerável, gratuito e absolutamente redentor pela humanidade. Isto em nada diminui a sua glória, porque Ele mostra que é Deus sendo poderoso na fraqueza, glorioso na humilhação, eterno no tempo, destruindo de uma vez por todas, a loucura humana do pecado e morte.

Não é suficiente saber que Jesus venceu a morte, mas saber se a sua cruz é suficiente para vencer as nossas mortes!
Não é suficiente saber que Cristo nos salvou, nos libertou, mas se vivo ou não, como salvo por Jesus!
Só os acontecimentos da Paixão de Jesus nos podem fazer entender um Deus que aceita um pecador como filho muito amado. É exactamente por este motivo que posso ter a confiança absoluta no amor de Deus, mesmo que perca a confiança em mim próprio!
As pessoas do nosso século gostam de viver cada minuto no limite e na intensidade da vida, como se não existisse amanhã, nem a virtude da esperança proporcionasse um horizonte transcendente; daí resulta do medo que sentem pela sua vida poder não vir a ter qualquer propósito ou sentido, gerando nelas uma ansiedade e angústias existenciais onde desembocam as neuroses e psicoses próprias do nosso tempo.

Os cristãos do nosso tempo ostentam orgulhosamente ao peito uma cruz como amuleto e vivem muito distantes daquilo que aquela representa: a doação, a entrega e do dom total da vida por amor, por fidelidade, por obediência a opções realizadas anteriormente.

Num tempo em que adoramos um “deus à la carte”, uma espécie de de “fast food” do colonialismo americano da McDonald’s, Jesus apresenta-nos a nudez e a crueza de uma vida doada por Amor e por fidelidade à sua missão e aos princípios inegociáveis do Reino.

Este trabalho foi feito e apresentado pelo Pe. Paulo Borges, aquando da visita da Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude a São Miguel Açores, no passado dia 19 de Agosto, numa conferencia realizada no Mosteiro Nossa Senhora das Mercês (Irmãs Clarissas) na Freguesia das Calhetas no Concelho da Ribeira Grande.

“Nós pregamos um Messias crucificado”. (Cor 1, 22-23) II


2ª parte
Com a sua Páscoa Jesus lança uma Nova Luz sobre Deus, o Homem e a sociedade:
Em Jesus brilhou um Novo Rosto de Deus

Mais importante do que acreditar em Deus é saber em que Deus se acredita! Sim, porque, talvez e sem nos darmos conta, podemos prestar culto a um ídolo, a um deus que escraviza, que faz sofrer, que aprisiona e maltrata o homem em vez de o libertar!!!

Os guias espirituais do tempo de Jesus puseram de lado o Deus que é Pai e Esposo, pregado pelos profetas, e apresentaram ao povo um Deus legislador, um juiz rigoroso, um Deus pronto a castigar os ‘maus’, a ter repugnância pelos pecadores e a andar de braço dado com os justos, porque servia os seus interesses.

A fé neste falso deus não comunica alegria, gera apenas tristezas, medos e angústias.
Quem ama verdadeiramente a humanidade deve lutar contra esta crença que oprime e sufoca cada iniciativa de amar.
Este raio de luz revelado na vida e no rosto de Jesus tem por finalidade libertar o homem de todos os medos de Deus.

Jesus ensina a ter medo do mal, ou seja, de tudo aquilo que impede e rompe o tal Espírito Fraterno que Ele veio instaurar.
Jesus nunca nos ensinou a termos medo de Deus, foram outros que, em seu nome, nos inculcaram isto nas nossas consciências, porque Deus é Amigo da Humanidade, é Esposo, é Pai e Mãe. A Ele nos podemos dirigir com a simplicidade e a confiança da criança, porque Deus ama com a mesma ternura os bons e os maus. (Mt 6, 6)
Dele ninguém, nem mesmo o mais miserável dos seres humanos, pode ter medo!!!
“Não foi para condenar o mundo que Deus lhe enviou o seu Filho, mas sim para o salvar” (Jo 3, 16-17).

Nada mais escravizante e perverso existe na religião do que criar um deus à nossa imagem e semelhança para servir as nossas intenções cheias de preconceitos e recalcamentos.
O Deus revelado por Jesus no NT não é mais um deus, mas sim o Único e o Verdadeiro porque não exclui ninguém; pelo contrário, é Único porque é para toda a humanidade e Verdadeiro porque revelou-se para salvar e libertar esta mesma humanidade.
O Cristianismo não é uma religião do Super-homem que cria ídolos e esmaga a liberdade dos seus escravos, mas é uma religião do Homem-Deus.

A prova mais evidente da divindade de Jesus não foi, por si só, os seus milagres, aquilo que disse, a forma como morreu ou até a ressurreição, mas foi a forma como viveu a sua humanidade, ou seja, Ele viveu autentica e intensamente o ser humano porque esteve sempre ao lado dos que mais precisavam, assumiu a causa dos que estão no último lugar da fila ou tabela e amou sempre e até ao fim! Por isso, tão humano, mesmo tão humano, como Ele foi, só podia ser Deus!!!

Nova luz sobre o homem
Hoje em dia, os que são considerados grandes neste mundo são aqueles que aparecem nos grandes planos dos meios de comunicação, aqueles que têm o seu nome nas primeiras páginas dos jornais, aqueles que coleccionam medalhas e troféus, aqueles que sabem manipular a bolsa e amontoam à custa do sangue dos outros.
No tempo de Jesus, eram os membros do sinédrio, os sacerdotes do Templo e os rabinos que gostavam de passear nas praças públicas para mostrar os seus galardões e escolher os primeiros lugares nos grandes banquetes.

Com Jesus dá-se a reviravolta dos valores deste mundo.
Para Ele o homem de sucesso não é o que vence, mas aquele que deixa vencer o amor;
Não aquele que domina, mas o que se põe ao serviço do outro;
Não é aquele que só pensa no próprio interesse, mas o que faz da sua vida um dom para todos.

Uma nova sociedade
Nós vivemos numa sociedade competitiva. E desde miúdos que nos colocam na cabeça que se não formos bonitos, inteligentes, ricos, simpáticos, fortes, de boa saúde não iremos muito longe.
Que luz projecta Jesus sobre esta sociedade? Que valores novos introduz?
Um dia, Ele sentou, pegou numa criança, colocou-a no meio e, abraçando-a disse aos Doze: “Todo aquele que receber uma criança em meu nome, é a Mim que recebe. E quem Me receber, não recebe só a Mim, mas também Aquele que me enviou” (Mc 9, 36-37).

No tempo de Jesus, as crianças eram o símbolo de quem não conta, de quem não tem valor, de quem depende completamente dos outros, de quem não produz nada, mas um dia já foi útil e agora só é um fardo para aqueles que lhes são mais próximos.
No mundo novo, as pessoas marginalizadas passam da periferia para o centro. A elas é oferecido o lugar de honra. A comunidade de Jesus “abraça” os pobres, as “crianças” e todos aqueles que precisam de tudo, talvez até de dignidade!
Este “abraço” não significa que aceita pacificamente os seus caprichos e favorece a preguiça, mas no sentido que as ajuda, as faz crescer e empenha-se a fazer com que se tornem adultas, auto-suficientes, capazes de projectar e construir a sua própria vida.

Aí eu percebo que o projecto de Jesus só podia ser por Amor. Então todo o bem que faço não pode deve por amor de Deus! Mas sim, por amor ao irmão, mas com o Amor de Deus; ou seja, como Deus o ama!
Jesus não veio criar um mundo diferente deste; Ele veio transformar este mundo, porque o novo mundo não está fora deste, pelo contrário, está dentro deste mundo.
Dá-se quando vivermos e nos tratarmos todos como irmãos. Jesus disse não chameis a ninguém de ‘Pai’, porque um só é o vosso Pai e vós sóis todos irmãos.

Todos nós somos iguais, porque todos queremos as mesmas coisas:
a) Não sofrer;
b) Ser feliz;
c) amar e ser amado;
d)
encontrar um sentido novo para a vida;
E, para isso, precisamos da ajuda dos outros. Enquanto não tornarmos a sério este projecto, o mundo novo não começa! Enquanto eu ficar de braços cruzados a ver a caravana passar, o mundo novo não começa!
Enquanto eu ficar à espera que os outros avancem com o primeiro passo, o mundo novo não começa!


Depois de Cristo já não há situações irremediáveis ou perdidas para sempre, apenas pessoas que deixaram de acreditar ou perderam a esperança. Ela renasce quando Jesus diz: “Quando eu for levantado da terra atrairei todos a Mim”(Jo 12, 32). É subindo ao monte calvário, abeirando-se da árvore da vida e colhendo o seu fruto mais precioso, Jesus Cristo, que nos possibilita o caminho de divindade, desejada desde o Éden.

A bússola do crente não é um mapa astral com os símbolos do zodíaco, mas a cruz de Cristo que lança luz em todas as direcções da sua vida.
Seis casos concretos onde a cruz de Cristo pode dar sentido:
1. Um jovem que se mete na droga?
“Vai, vende tudo o que tens e depois vem e segue-Me”.

2. Alguém que perde o seu emprego?
“Procurai o reino de Deus e a sua justiça e o resto ser-vos-á dado por acréscimo”. “Todo o trabalhador merece o seu salário”.

3. Um casal que após 20 ou 30 anos de casamento, divorciam-se?
“Não separe o homem o que Deus uniu”.

4. Um casal que vai casar pela igreja?
“Maridos amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja”.

5. Uma família que vê nascer o seu primeiro filho?
“Alegrai-vos antes, porque os vossos nomes estão escritos no Céu.”

6. Uma pessoa com cancro terminal?
“Eu sou a ressurreição e a vida, quem acredita em Mim, jamais morrerá”.


Experimentar a “cruz de todos os dias” é fazer a experiência do sofrimento, da doença, da morte, do cansaço, do fastio, do vazio, do sem sentido da vida, das opções erradas, da angústia, do medo, da insegurança, da mágoa, da amargura, do fracasso onde somos experimentados como ouro no crisol.

No entanto, todas essas experiências não são mais do que convites a crescermos e amadurecermos as nossas opções! Com Jesus e a sua fidelidade até à cruz, aprendemos a enfrentar a vida e tudo o que ela implica com a mesma decisão, coragem e compromisso com que Ele viveu, inclusivamente, a cruz, o momento de maior prova: enfrentou-a de peito aberto e nunca renunciando à forma como sempre viveu: aconteça o que acontecer Ele não iria desistir!
Se vivermos da mesma forma as nossas cruzes, elas tornar-se-ão lugares de encontro e sacramento da revelação de Deus.

Este trabalho foi feito e apresentado pelo Pe. Paulo Borges, aquando da visita da Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude a São Miguel Açores, no passado dia 19 de Agosto, numa conferencia realizada no Mosteiro Nossa Senhora das Mercês (Irmãs Clarissas) na Freguesia das Calhetas no Concelho da Ribeira Grande.


Recomeça...

Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
Sempre a sonhar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde com lucidez, te reconheças.


Miguel Torga

domingo, 15 de agosto de 2010

Felizes os que Acreditam na Palavra do Senhor !

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre.

Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva.

Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes.

Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.
Fonte: Biblia Sagrada (Lucas 1,39-56)

Salmo 8 "Hino ao Criador do Homem"

Ó SENHOR, nosso Deus,
como é admirável o teu nome em toda a terra!
Adorarei a tua majestade, mais alta que os céus.

Da boca das crianças e dos pequeninos
fizeste uma fortaleza contra os teus inimigos,
para fazer calar os adversários rebeldes.

Quando contemplo os céus, obra das tuas mãos,
a Lua e as estrelas que Tu criaste:

Que é o homem para te lembrares dele,
o filho do homem para com ele te preocupares?

Quase fizeste dele um ser divino;
de glória e de honra o coroaste.

Deste-lhe domínio sobre as obras das tuas mãos,
tudo submeteste a seus pés:

Rebanhos e gado, sem excepção,
e até mesmo os animais bravios;

As aves do céu e os peixes do mar,
tudo o que percorre os caminhos do oceano.

Ó SENHOR, nosso Deus,
como é admirável o teu nome em toda a terra!

Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude visitará a Diocese de Angra


Integrado no programa da sua visita a Portugal, nos próximos dias 18 e 19 estará na Diocese de Angra, mais concretamente na Ilha de São Miguel, a Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude.
Está é a primeira vez que a Cruz dos Jovens, ou Peregrina, visita os Açores.


Tudo começou a 31 de Março de 1985, uma ano antes das primeiras Jornadas Mundiais da Juventude, quando o Papa João Paulo II entregou uma Cruz aos jovens do mundo inteiro, que desde então tem sido uma ocasião de aprofundamento da fé e de reconciliação para milhões de jovens de todo o mundo.
A visita da Cruz das Jornadas Mundiais à Diocese será, certamente, um grande momento pastoral e espiritual e pretende ser um momento forte na vida dos jovens e da Igreja Açoriana.

Dia 18

20h00: Acolhimento no «Aeroporto João Paulo II» de Ponta Delgada pelo Bispo Diocesano com um Coro e Orquestra juvenil
20h30: Cortejo automóvel até à Rotunda da Autonomia
20h45: Caminhada até à Igreja Matriz de Ponta Delgada
22h-02h00: Acolhimento, celebração da Palavra e Adoração eucarística na Igreja Matriz


19 de Agosto
08h30:
Eucaristia na Matriz de Ponta Delgada
09h15: Tempo de Adoração e Sacramento da Reconciliação
10h30: Visita ao Lar da Mãe de Deus
12h00: Visita da Cruz ao Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres
15h00: Via-Sacra no Santuário do Senhor Santo Cristo
16h00: Cortejo automóvel para o Mosteiro Nossa Senhora das Mercês (Clarissas)
17h00: Adoração Eucarística
20h30. Conferência: “Nós pregamos Cristo Crucificado” (1 Cor.. 1,23)
Pelo Pe. Paulo Borges
21h30. Solene Eucaristia da “Exaltação da Santa Cruz”;
23h00: Cortejo Automóvel até à torre de Controlo do Aeroporto João Paulo II
23h30. Cortejo a pé com a Cruz até à aerogare do Aeroporto João Paulo II


Presentes nesta visita estarão as Bandeiras de todos os Municípios Açorianos bem como de todas as Freguesias de São Miguel.
Todos os actos celebrativos desta visita serão animados por um coro de cerca de 50 Jovens acompanhados por uma orquestra, também composta por jovens.
O Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil está fortemente empenhado nesta visita e pretende que ela seja um marco importante na vida dos Jovens e da Diocese.


P. Norberto Brum (in Agencia Ecclesia)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Em louvor da Palavra de Deus

A Palavra de Deus é a Verdade
-para corrigir os nossos erros
A Palavra de Deus é o Pão
-que alimenta as nossas fomes
A Palavra de Deus é a Chuva
-a regar as nossas horas estéreis
A Palavra de Deus é o Canto
- que alegra as nossas noites
A Palavra de Deus é a Estrada
-que percorrem os nosso passos
A Palavra de Deus é o Sol do Meio - Dia
-que aquece a nossa vida tíbia
A Palavra de Deus é o Horizonte
-que faz caminhar o povo
A Palavra de Deus é a Resposta
-que põe fim às nossas dúvidas
A Palavra de Deus é a Fonte
-que refresca os pés do peregrino
A Palavra de Deus é Luz
-que enche os nossos olhos
A Palavra de Deus é a Semente
- que fertiliza as nossas palavras
A Palavra de Deus á Boa Nova
-que há dois mil anos, é notícia de última hora.

Do livro “Dá-me dessa água” de Frei Herculano Alves”

sábado, 10 de julho de 2010

Dinâmica de Um Grupo Bíblico‏

GRUPOS BÍBLICOS SÃO.....

DE AMIZADE******* ACOLHIMENTO DAS PESSOAS
Ao chegarem, os elementos do grupo saúdam-se,
Mostram preocupação pelos ausentes
Partilham novidades…

DE PALAVRA******** ACOLHIMENTO- Com um cântico, uma oração, um poema,
um cartaz, prepara-se a leitura

PROCLAMAÇÃO- Leitor, de pé, faz a leitura
Não basta ler…
Poderá repetir a leitura

ACOLHIMENTO- em silêncio compara a sua vida
com o texto bíblico :
-como vivo esta Palavra?
-quando não a vivi?
- que me diz de mais importante
para levar para a minha vida?
PARTILHA – comunicar o que ,no silêncio, se encontrou
no texto bíblico, brevemente e na 1ª
pessoa
Todos podem falar, e todos escutam.
Não é necessário que todos falem,
Mas cada um deve partilhar o que recebeu
“Dar e receber, condição para crescer”!

DE ORAÇÃO****ORAÇÃO PARTILHADA- cada elemento tentará fazer uma breve
Oração, de acordo com o que o Senhor
lhe disse na Palavra ou escutou na
Partilha.

DE ACÇÃO****COMPROMISSO COM A PALAVRA- conforme o que escutou,
cada um poderá assumir um
compromisso, simples e fácil, que
procurará pôr em prática durante a
semana. O animador pode lembrar se
foi,ou não, cumprido .

Fonte: Difusora Bíblica

segunda-feira, 5 de julho de 2010

BÍBLIA : UMA CATEQUESE PARA HOJE

Segundo o dicionário, CATEQUESE é – instrução dialogada de assuntos religiosos; Ensino; doutrinação .
Mas, segundo uma linha de fé e de vivência cristã , a Catequese tem como primordial objectivo, ajudar a conhecer Jesus Cristo, rosto visível do Pai, Palavra de Deus encarnada.

A Catequese é de sempre e para todos: crianças ,jovens , adultos e velhos.
Temos de olhar esta actividade com uma fé adulta, consciente, e não com uma fé infantil ou negligenciada, descomprometida ou não assumida com responsabilidade.

Já será mais que tempo de se ir acabando com o cristianismo de cristandade, só de igreja… e passar a assumir um cristianismo de compromisso e de testemunho.
Este é, por ventura, mais exigente e adulto ,mas vivido por opção. É consciente e livre, criativo e audaz, que se adapta às diferentes realidades e culturas e que se baseia no conhecimento firme do que é revelado nas Escrituras.

Para se ser Catequista tem de se ter Catequese : não posso anunciar o que não conheço!
Act.2,42ss- “Eram assíduos ao ensino dos apóstolos…e o Senhor aumentava todos os dias o número dos que tinham entrado no caminho da salvação”.

Um Cristão adulto e responsável tem consciência da sua necessidade de Escutar, de Conhecer, de Viver e de Anunciar a Palavra de Deus. Vive atento aos sinais, estuda, aperfeiçoa-se, prepara-se. Só então estará apto a iniciar a sublime tarefa de despertar nos catequizandos o gosto, aaderência e a paixão pela Palavra, o próprio Jesus Cristo.
Será uma caminhada nunca terminada, mas construída, dia a dia, com alegria e esperança, com criatividade e empenho.
O compromisso do cristão será: - recebeste de graça, dá de graça; o que recebes é para dar!
2 Cor.3,2-3- “Vós sois uma carta de Cristo, escrita não com tinta, mas com o espírito de deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações”.

A MISSÂO … De onde se parte: o conhecimento da realidade
a conciência das capacidades…
O que se leva : O que se conhece
O que é possível
O património construído…
Onde se quer chegar = o que se pretende atingir,
O objectivo primeiro

Missão do Profeta:
Anunciar
Denunciar
Testemunhar

Pedagogia de Jesus(0 Mestre): chama (Mt.4,18-22) para fazer comunidade
Ensina (Mt.5,1ss)- comunidade, lugar de crescimento
Envia (Mc.6,7-9) – despojamento do supérfluo
todo o espaço para a Boa Nova

A MISSÃO DA CATEQUISTA E DO CATEQUISTA

Hoje, a (o) Catequista é o continuador desta missão de profeta:
ponto de partida - quando se sente o chamamento
o que leva - a Palavra de deus
onde quer chegar - anunciar o Deus da Bíblia, o Deus de Jesus Cristo

A IMPORTÂNCIA DA BÍBLIA NA CATEQUESE

Deus comunica-se com o Homem, através da linguagem humana.
Deus fez - Se Palavra que desceu até ao Homem.
Há a condescendência da Palavra;
Há a encarnação da Palavra.

Jo.1,1-14 –Verbo = Palavra
Jesus Cristo = Palavra de Deus encarnada
Palavra = Princípio de todos os princípios
Gn.1,3- Deus disse: « Faça-se a luz!» .E a luz foi feita.


Na 1ª Aliança:Ex.19,5-8- « E agora, se escutardes bem a minha aliança, sereis para Mim
uma propriedade particular entre todos os povos, porque minha é a terra inteira. Vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. Estas são as palavras que transmitirás aos filhos de Israel…
Na 2ª Aliança:
Jo.8,31b
-« Se permanecerdes fiéis à minha mensagem, sereis verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres».
Jo.14,23
- «Se alguém Me tem amor, há-de guardar a minha Palavra ; meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos morada».

A PALAVRA DE DEUS

O QUE É? – Jesus Cristo, Palavra encarnada de Deus

PARA QUE É? – Tm.3,16 – “ Toda a Palavra de Deus é inspirada para ensinar, refutar, corrigir, educar na justiça e prepara o homem para toda a obra boa”.

ONDE ESTÁ?- Dt.30,11-12- “…a Lei está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a praticares.”

Que LUGAR tem a Palavra de Deus na Catequese dos nossos dias?
Como é que nos relacionamos, hoje em dia, com a Palavra de Deus?



Colaboração do Secretariado Bíblico na Formação de Catequistas, a convite do Subdepartamento de catequese, nas ouvidorias de Ponta Delgada, Capelas, Nordeste e Vera Cruz ,em Outubro/09,
Janeiro / Março /Maio /2010.

sábado, 26 de junho de 2010

"Seguir-Te-ei para onde quer que fores"

Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém e mandou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de Lhe prepararem hospedagem. Mas aquela gente não O quis receber, porque ia a caminho de Jerusalém.
Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus:«Senhor,queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?» Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os. E seguiram para outra povoação. Pelo caminho, alguém disse a Jesus:«Seguir-Te-ei para onde quer que fores». Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocase as aves do céu os seus ninhos;mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça».

Depois disse a outro: «Segue-Me». Ele respondeu:«Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai». Disse-lhe Jesus:«Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu, vai anunciar o reino de Deus». Disse-Lhe ainda outro:«Seguir-Te-ei, Senhor;mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família». Jesus respondeu-lhe:«Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus».


Fonte: Bíblia Sagrada, Lc 9, 51-62.

sábado, 22 de maio de 2010

Notícias do Secretariado Bíblico


“ UM DIA” COM ANIMADORES DE GRUPO

Para o presente ano “ Um dia” com a Bíblia seria a última etapa do programa que o Secretariado se tinha proposto realizar.
No entanto, e em boa hora, surgiu a oportunidade de endereçar aos Animadores de Grupo, bem como aos elementos dos Grupos que estivessem interessados , a virem passar com o Secretariado uma tarde para a qual se organizou o programa que a seguir vem inserido:

“UM DIA COM ANIMADORES”
Data - 16 de Maio /2010
Local - Centro Pastoral Pio XII – Ponta Delgada
Horário - 15h-18h
Destinatários – Animadores de Grupos Bíblicos
Objectivos: 1- Convívio entre todos
2- Consolidar a Amizade
3- Lembrar a presença e disponibilidade do Secretariado
4- Recordar o carisma do Movimento de Dinamização Bíblica
a)- características do Animador
b)- Grupo Bíblico: suas características e dinâmica
c)- Como “ler” um texto bíblico


Assim, no espaço agradável do centro Pastoral Pio XII, reuniram-se cerca de três dezenas de participantes, de que salientamos a presença de oito Animadores, de um universo de doze , a nível de Ilha.
Durante três horas, e depois da saudação à Bíblia, carinhosamente, colocada no centro da sala e do grupo, com cânticos, vela e flores, decorreu o encontro intercalando os temas a tratar com cânticos e reflexão.

Foi distribuída aos Animadores uma pasta contendo diversa documentação de apoio à dinâmica dos Grupos Bíblicos.
Com Rm.12,3-8 iniciou-se a reflexão sobre:
o Perfil do Animador = servidor da Palavra;
Grupo Bíblico : grupo de Amizade, de Palavra, de Oração e de Acção
Com Jo.1,35-39 fez-se referência a como “ se lê um texto Bíblico”.

O encontro terminou com uma celebração da Palavra tendo por base o jogral “ Responsáveis pelo Evangelho”.
O compromisso do Animador com o seu grupo e com a sua acção e a distribuição a cada um dos presentes dum pequeno, mas bonito, botão de rosa marcaram o fim deste gratificante e agradável encontro.

Convicto de que terá contribuído para uma melhor e mais consciente adesão à missão de Evangelizar, o Secretariado deu por cumprido o programa estipulado para este ano litúrgico e fica empenhado noutras tarefas que venham a surgir para que a PALAVRA se difunda e assim se faça crescer o
REINO DE DEUS!

terça-feira, 18 de maio de 2010

"Um dia com a Bíblia"

UM POVO SACERDOTAL, IGREJA SANTA DE DEUS

“LUZ DE DEUS"
Dissipa as trevas das minhas dúvidas e guia-me!

"FOGO DE DEUS"
Derrete o gelo da minha indiferença e abraça-me !

"TORRENTE DE DEUS"
Fecunda os desertos da minha vida e renova-me!

"FORÇA DE DEUS"
Rompe as cadeias da minha escravidão e liberta-me !

"ALEGRIA DE DEUS"
Afasta os fantasmas dos meus medos e tranquiliza-me !

"ALENTO DE DEUS"
Desata as asas do meu espírito e lança-me !

"VIDA DE DEUS"
Destrói as sombras da minha morte e ressuscita-me !
………………………………………………………………

Vem, Espírito Consolador, Espírito Renovador e Santificador!
Vem e concede hoje à tua Igreja reunida a experiência do ESPÍRITO!”
*******************************
“ A IGREJA já está prefigurada no AT pelos profetas, com imagens típicas:
- Rebanho onde Deus é o Pastor ;
- Campo de Deus, onde Ele é o Agricultor;
- Construção de Deus , onde Ele é o Arquitecto;
- Mãe e Esposa onde Deus é o Pai e o Esposo…

Estas imagens querem significar que a Igreja, esta Comunidade de Amor,
já estava projectada no eterno pensamento de Deus Pai,
porque o Seu Projecto é levar toda a humanidade à participação da vida
divina, ou seja, Deus quer que todos se salvem !”

O que é a Igreja?

Povo de Deus
–“ raça eleita, nação santa, povo sacerdotal” (1Pd.2,9)
Corpo de Cristo - “…não há escravo nem homem livre, não há homem ou mulher;
porque todos vós sois um só, em Cristo Jesus”(Gl.3,27-28)
Templo do Espírito Santo – “É o Espírito Santo que faz da Igreja Templo
do Deus vivo” 2Cor.6,6-16

*********************************
“PALAVRA DO SENHOR
Luz dos meus caminhos
Guia dos meus passos
Pão da minha fome
Fonte de água viva
Força do meu credo sempre Boa Nova!”
********************************** Aqui ficam concretizados nestes textos alguns dos momentos que marcaram o nosso encontro com a Bíblia, no passado Sábado, dia 1 de Maio de 2010.
Congregados pelo sentido de pertença à grande família de Deus, animados pelos sentimentos de alegria e de fraternidade cristã, éramos cerca de sete dezenas de pessoas reunidas na Escuta e Reflexão da Palavra, animadas pelos cânticos, projecção de imagem e pela Oração.
Tendo a Bíblia como ponto de encontro, mais uma vez, nos foi proporcionado Saborear A Palavra de Deus e sentir a grande Paz que dela nos vem!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Senhor Santo Cristo


Ora, em cada festa, Pilatos costumava soltar-lhes um preso que eles pedissem. Havia um chamado Barrabás, preso com os insurrectos que tinham cometido um assassínio durante a revolta. A multidão chegou e começou a pedir-lhe o que ele costumava conceder.

Pilatos, respondendo, disse: «Quereis que vos solte o rei dos judeus?» Porque sabia que era por inveja que os sumos sacerdotes o tinham entregado. Os sumos sacerdotes, porém, instigaram a multidão a pedir que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.

Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes: «Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?» Eles gritaram novamente: «Crucifica-o!» Pilatos insistiu: «Que fez Ele de mal?» Mas eles gritaram ainda mais: «Crucifica-o!»

Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado.

Os soldados levaram-no para dentro do pátio, isto é, para o pretório, e convocaram toda a corte. Revestiram-no de um manto de púrpura e puseram-lhe uma coroa de espinhos, que tinham entretecido. Depois, começaram a saudá-lo: «Salve! Ó rei dos judeus!» Batiam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam sobre Ele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.
Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no das suas vestes.
Fonte: Bíblia Sagrada (Mc 15 6-20)

Vl Domingo da Páscoa

«O Espírito Santo vos recordará tudo o que Eu vos disse» (Jo 14 23-29)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:«Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome,vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse.

Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis»
Fonte: Bíblia Sagrada

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Parabéns Santo Padre!


O Santo Padre Bento XVI, nasceu na Alemanha a 16 de Abril de 1927, celebra portanto hoje o seu 83º aniversario.
O Secretariado Bíblico deseja-lhe nesta data tão especial, as maiores bençãos de Deus, muita saúde e muitos anos de vida.

sábado, 3 de abril de 2010

Domingo de Páscoa


«Ele tinha de ressuscitar dos mortos»
Jo 20, 1-9

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus e disse-lhes:«Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram».

Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos,mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro,e chegou primeiro ao sepulcro.

Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte.

Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro:viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

Fonte:Bíblia Sagrada

Páscoa...


É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento,
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte,
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade,
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos a nós mesmos mais um pouquinho,
É vermos que hoje...somos melhores do que fomos ontem,

Pe. Paulo Borgues

sábado, 27 de março de 2010

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor


«Bendito o que vem em nome do Senhor»
( Lc 19, 28-40)
Naquele tempo, Jesus seguia à frente dos seus discípulos, subindo para Jerusalém. Quando Se aproximou de Betfagé e de Betânia, perto do Monte das Oliveiras, enviou dois discípulos e disse-lhes:«Ide à povoação que está em frente e, ao entrardes nela, encontrareis um jumentinho preso, que ainda ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. Se alguém perguntar porque o soltais, respondereis:‘O Senhor precisa dele’».

Os enviados partiram e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. Quando estavam a soltar o jumentinho,os donos perguntaram:«Porque soltais o jumentinho?»Eles responderam: «O Senhor precisa dele». Então levaram-no a Jesus e, lançando as capas sobre o jumentinho, fizeram montar Jesus.

Enquanto Jesus caminhava, o povo estendia as suas capas no caminho. Estando já próximo da descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar alegremente a Deus em alta voz por todos os milagres que tinham visto, dizendo:«Bendito o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no Céu e glória nas alturas!». Alguns fariseus disseram a Jesus, do meio da multidão:«Mestre, repreende os teus discípulos». Mas Jesus respondeu:«Eu vos digo: se eles se calarem, clamarão as pedras».

(Fonte: Bíblia Sagrada)

sábado, 20 de março de 2010

5º Domingo da Quaresma


«Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra»
( Jo 8, 1-11)

Naquele tempo, Jesus foi para o Monte das Oliveiras. Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo e todo o povo se aproximou d’Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus:«Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério.

Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?». Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão. Como persistiam em interrogá-l’O,ergueu-Se e disse-lhes:«Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra».

Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio.

Jesus ergueu-Se e disse-lhe:«Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?».Ela respondeu: «Ninguém, Senhor».Disse então Jesus:«Nem Eu te condeno.Vai e não tornes a pecar».

(Fonte: Bíblia Sagrada)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Uma Semana com a Bíblia, na Ouvidoria de Fenais da Ajuda


O Secretariado voltou à Maia, nos dias 1,2,…4 e 5 de Março/2010 para viver com aqueles amigos e amigas a sexta semana com a Bíblia, naquela localidade.
Não obstante o mau tempo que se abateu sobre a ilha naqueles dias, conseguimos pôr em prática mais um encontro com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra.
Esta semana fora previamente preparada por solicitação do senhor Padre Ouvidor , em que o tema geral do encontro era:

COMO LEVAR A BÍBLIA AO POVO DE DEUS HOJE.
Estava dirigido a toda a Ouvidoria e foi assim agendado:
1º dia - Entronização da Bíblia
Apresentação na Bíblia na sua globalidade, salientando-se os textos alusivos a momentos decisivos da vida do POVO DE DEUS;
2º dia - a PALAVRA DE DEUS = base e fundamento da vida do crente
3º dia - JESUS CRISTO, sob o olhar de Lucas
4º dia - Uma Comunidade Modelo
5º dia - BÍBLIA – uma Catequese para hoje.

Os serões decorriam das 20h-22H e todos terminavam com uma celebração composta de Oração e Cântico.
Exceptuou-se o penúltimo dia em que da oração final constou a apresentação de: sementeredeluz - fermento e Bíblia, como símbolos da PALAVRA..
O trabalho foi interrompido na quarta feira devido à chuva intensa e ao estar decretado o“alerta laranja", da Protecção Civil.
O tema “ Jesus Cristo sob o olhar de Lucas “ não foi, portanto, abordado.
Finda a semana, em que se mantiveram assíduas cerca de trinta pessoas, havia :
ALEGRIA…GRATIDÃO…ENTUSIASMO E DESEJOS DE FUTUROS ENCONTROS.
E Deus fez –Se, ali, presente na força da Sua Palavra, renovando os corações e
transformando aquelas noites em DIAS DE ESPERANÇA!


A todos Paz e Bem!

domingo, 14 de março de 2010

4º Domingo da Quaresma

«Este teu irmão estava morto e voltou à vida» Lc 15, 1-3.11-32

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo:«Este homem acolhe os pecadores e come com eles».

Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:«Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distantee por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta.

Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações, entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.

Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.

Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.Mas o pai disse aos servos:‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa.

Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe:‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’. Ele ficou ressentido e não queria entrar.
Então o pai veio cá fora instar com ele.Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua,e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’.
Disse-lhe o pai:‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’».

(Fonte:Bíblia Sagrada)

2017 Ano litúrgico A

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"Porque esta PALAVRA está muito perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires" (Deut.30.14)