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23 Semana Bíblica Diocesana

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A Sagrada Escritura é o conjunto dos livros escritos por inspiração divina, nos quais Deus se revela a si mesmo e nos dá a conhecer o mistério da sua vontade.

O Antigo Testamento contém a revelação feita por Deus antes da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo ao mundo.

O Novo Testamento contéma revelação feita directamente por Jesus Cristo e transmitida pelos Apóstolos e outros autores sagrados. «A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas» (Dei Verbum 9)


Bíblia Online

Evangelho do Dia

2017 Ano litúrgico A

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Lectio Divina

1. Lectio: Leitura comunitária e pessoal, registando os aspectos mais importantes. (O que é que o texto diz a mim?)
2. Collatio: Confronto e partilha de ideias. (O que é que o texto diz a nós?)
3. Meditatio: Compreensão do texto. (O que é que o texto diz de si?)
4. Oratio: Orar. (Como é que o texto me ensina a orar?)
5. Contemplatio: Contemplar e comprometer-se. (Como? E em que é que o texto me pode levar a acção?)

Lucas 5, 1-11: “A pesca milagrosa: os primeiros discípulos”
O que é ser discípulo de Jesus? Como se pode seguir Jesus, hoje?
Introdução

Em Lucas 4, Jesus traça o seu programa de vida na sinagoga de Nazaré e os conterrâneos não O aceitaram (4, 28-30); paradoxalmente, curou muitos doentes em Cafarnaum e aí queriam retê-lo (4, 42). Agora Jesus chama os primeiros discípulos, compromete-os na mesma missão e começa o trabalho em equipa, já que até ali agia só.
Neste relato une-se dois episódios que os outros evangelistas contam em separado: o chamamento dos primeiros apóstolos no início da vida pública de Jesus (Mc 1, 16-20; Mt 4, 18-22); e a pesca milagrosa (Jo 21, 1-14). Parece que Lucas está mais próximo do que aconteceu, pois coloca o chamamento depois da fama de Jesus se ter espalhado naquelas regiões, devido às curas que fizera e ao anúncio da Boa Nova (Lc 4).

O texto apresenta três partes distintas, onde a Palavra de Deus é o fio condutor de tudo:
a) 1-3: descrevem as circunstâncias da cena (par. Mc 4, 1-2).
b) 4-7: relatam a pesca milagrosa (par. Jo 21, 4-8).
c) 8-11: consequência: vocação dos 4 primeiros apóstolos (par. Mc 1, 16-20).
Meditação
1-2: O lago de Genesaré, também chamado mar da Galileia e ainda Lago de Tiberíades (nome atribuído por Herodes Antipas, em honra do imperador Tibério César) tem 19 km de cumprimento e 13 de largura!
Acompanhado por uma multidão, que se apinhava para escutar a Palavra de Deus, Jesus viu dois barcos varados na praia, junto a pescadores que lavavam as redes. É um dia normal de semana (não é Sábado, nem Domingo!) Jesus aproveita todas as ocasiões para o anúncio do Reino. Jesus é o primeiro a ver os barcos e os pescadores. Atento líder e hábil comunicador percebe à distância a nova possibilidade do anúncio: a barca de Simão

3: A atitude com Simão revela que já deveriam ter alguma familiaridade, pois entra na sua barca e pede-lhe que se afaste um pouco. Ao sentar-se, Jesus deliberadamente assume a atitude de Mestre, fazendo da barca de Simão o seu novo púlpito, de onde dirige a Palavra a quem O quer escutar.
4-5: Agora fala directamente a Simão: “Faz-te ao largo e lançai as redes”. A resposta do pescador revela o cansaço e o desânimo da faina de toda a noite sem pescar nada. É o reflexo da comunidade lucana e muitas vezes a nossa própria experiência de frustração depois de tantas vezes nos esforçarmos e parece que de pouco ou nada valeu o empenho. Para um pescador experiente o que Jesus mandou fazer era descabido, mas porque era o Mestre que o dizia, obedeceram. Assim, percebemos que a força transformadora da Palavra não está só no seu conteúdo, mas n’Aquele que a pronuncia: “na força da tua palavra laçarei as redes”.

6-7: O milagre no NT acontece na escuta atenta, na confiança absoluta e na prática radical (vivência / testemunho) da Palavra de Jesus. O milagre não é um passo de mágica, nem a perversão da ordem natural, mas é um sinal da presença de Deus e do seu poder capaz de curar / transformar os olhos do nosso interior, para olharmos a realidade com os seus olhos. Assim um homem, ou uma mulher, de fé é um ser onde Deus operou o verdadeiro e o único milagre da cura interior, através da fé! A partir daí, tudo torna-se possível! Tudo!!! Até mesmo transportar montanhas para o mar...
A pesca extraordinária, as redes a romperem-se, os barcos quase a afundarem-se, em pleno dia são sinais sensíveis que preparam o encontro decisivo com Jesus.
O êxito da pesca depende só do Senhor Jesus: sem ele, é noite; não pescam nada… Com Ele é dia; há abundância, ânimo e força apesar de tudo… O pedido de ajuda aponta a colaboração que deve existir entre as comunidades, famílias e pessoas cristãs.

8-10a: Os dois nomes “Simão Pedro”, aqui aparecem juntos pela primeira vez, tem um sabor joânico (17 vezes!). De facto, Jesus dará o apelido de “Pedro” a Simão, mas só no cap. seguinte (6, 14) quando escolhe os doze de entre os discípulos. Com isso, Lucas parece quer dizer-nos que o encontro com Jesus transforma não só a realidade, mas também muda a pessoa toda! Já que mudar de nome na Bíblia, é mudar de vida totalmente, como por ex.: Abrão, Jacob, Saulo…
Lucas (tal como nós) não conheceu o Jesus histórico, mas sim o Jesus Ressuscitado, o Cristo da fé e por isso, quer revelar-nos que a Palavra de Jesus transforma a realidade, transforma a pessoa e revela quem é Jesus na realidade (através da boca de Simão Pedro, o 1.º Papa): Mestre e Senhor da Vida e do Universo (kuriós)! Se antes Jesus vê Pedro junto ao barco, agora Pedro é que vê Jesus tal como Ele é! Reconhecer-se pequeno (com sincera humildade!) é sinal de grandeza! Quanto mais próximos de Deus, mais reconhecemo-nos frágeis e pecadores!
Pedro e os 3 companheiros são pescadores humildes e simples da Galileia, mas com fé suficiente para perceberem a manifestação e o sinal de Deus em Jesus e, por isso, reagem como os antigos personagens bíblicos (Is 6,5; Ex 33, 20)
10b-11: Um rabi judeu, no tempo de Jesus, ter-se-ia afastado de um pecador para não se contaminar, mas Jesus integra-o e convida-o para a sua missão. Esta é uma autêntica revolução no pensamento religioso e espiritual que Jesus introduz na História da Salvação. Deus já não assume o papel do justiceiro do AT que premeia os bons e castiga os maus, mas ama a todos com amor inclusivo, generoso, total e gratuito. Detesta o pecado, mas ama o pecador; Só assim, pode reabilitar, recuperar, restaurar a humanidade e fazê-la capaz de crescer e amar com amor adulto.
As palavras de coragem dirigidas a Simão Pedro retiram-lhe o medo e conferem uma nova missão: “pescador de homens”. Lucas tem a intenção de dar destaque e centralidade à figura de Pedro, capitão da barca que é a Igreja.
No NT o mar representa o mal, ou seja, todas as forças contrárias ao homem e ao projecto de Deus; era o lugar onde habitava a maldade e tudo o que maltratava, aprisionava ou fazia sofrer o ser humano. Assim, compreende-se o que João no Apocalipse 21,1 diz: “Eu João, vi um novo céu e nova terra e o mar já não existia”. Jesus caminha sobre o mar; Jesus domina a tempestade… Agora compreendemos melhor que “pescar homens” com a rede é retirá-los do mar vivos, ou seja, libertá-los do mal e do sofrimento. Como? Com a rede que é a Palavra de Deus proclamada, anunciada e lançada ao mar da nossa vida… onde ‘milagrosamente’ somos pescados pela Palavra de Jesus, tal como Pedro!
“Deixaram tudo e seguiram Jesus”. É próprio de Lucas que o discípulo deve deixar tudo para seguir Jesus. Isto significa que o desapego total e o viver liberto e sem amarras é característico do discípulo de Jesus! Assim, ser cristão (ser discípulo) é seguir uma Pessoa: Jesus Cristo! Não uma ideia, uma filosofia de vida, mas a Pessoa de Jesus Cristo: fazer o que Ele fez e o que Ele mandou!

Conclusão:
A vocação de Simão é narrada como modelo de vida cristã. Como se pode ser discípulo de Jesus?

Escuta e confiança radical na Palavra de Jesus.
Entrega total e seguimento de pessoa de Jesus.


Oração: Jesus Cristo, meu Mestre e Senhor da minha vida. Agradeço-te alegria que tenho agora por sentir-me mais próximo e forte na Palavra que me dirigiste.
Eu sei que muitas vezes sinto o peso do cansaço e da fragilidade do meu corpo pelas noites escuras das minhas dúvidas, quando não te sinto presente e actuante no mar da minha vida, apetece-me dizer que “te afastes porque sou um grande pecador”, mas continuas a confiar em mim e a dizer-me tal como disseste a Simão Pedro: “Não temas! Estou contigo”. Quando Tu estás, nunca anoitece, nem as trevas do medo se apoderam de mim. Senhor Jesus és sempre Novo Dia, manhã cheia de Esperança!
Senhor, a tua Palavra enche-me de força e de alegria. Peço-Te Senhor, dá-me a mesma coragem e confiança que depositaste no coração de Pedro para não desanimar e continuar a lançar as redes ao mar da vida e continuar a tua missão de anunciar o teu Reino. Faz-me discípulo capaz de viver livre para te seguir sempre!

Compromisso: “Senhor, faz de mim um pescador fiel do teu Reino e confiante em Ti e na Tua Palavra, hoje e para sempre”.

Pe. Paulo Borges
(Cursos de iniciação Bíblica 2010)

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