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A Sagrada Escritura é o conjunto dos livros escritos por inspiração divina, nos quais Deus se revela a si mesmo e nos dá a conhecer o mistério da sua vontade.

O Antigo Testamento contém a revelação feita por Deus antes da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo ao mundo.

O Novo Testamento contéma revelação feita directamente por Jesus Cristo e transmitida pelos Apóstolos e outros autores sagrados. «A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas» (Dei Verbum 9)


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2017 Ano litúrgico A

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

“Nós pregamos um Messias crucificado”. (Cor 1, 22-23) II


2ª parte
Com a sua Páscoa Jesus lança uma Nova Luz sobre Deus, o Homem e a sociedade:
Em Jesus brilhou um Novo Rosto de Deus

Mais importante do que acreditar em Deus é saber em que Deus se acredita! Sim, porque, talvez e sem nos darmos conta, podemos prestar culto a um ídolo, a um deus que escraviza, que faz sofrer, que aprisiona e maltrata o homem em vez de o libertar!!!

Os guias espirituais do tempo de Jesus puseram de lado o Deus que é Pai e Esposo, pregado pelos profetas, e apresentaram ao povo um Deus legislador, um juiz rigoroso, um Deus pronto a castigar os ‘maus’, a ter repugnância pelos pecadores e a andar de braço dado com os justos, porque servia os seus interesses.

A fé neste falso deus não comunica alegria, gera apenas tristezas, medos e angústias.
Quem ama verdadeiramente a humanidade deve lutar contra esta crença que oprime e sufoca cada iniciativa de amar.
Este raio de luz revelado na vida e no rosto de Jesus tem por finalidade libertar o homem de todos os medos de Deus.

Jesus ensina a ter medo do mal, ou seja, de tudo aquilo que impede e rompe o tal Espírito Fraterno que Ele veio instaurar.
Jesus nunca nos ensinou a termos medo de Deus, foram outros que, em seu nome, nos inculcaram isto nas nossas consciências, porque Deus é Amigo da Humanidade, é Esposo, é Pai e Mãe. A Ele nos podemos dirigir com a simplicidade e a confiança da criança, porque Deus ama com a mesma ternura os bons e os maus. (Mt 6, 6)
Dele ninguém, nem mesmo o mais miserável dos seres humanos, pode ter medo!!!
“Não foi para condenar o mundo que Deus lhe enviou o seu Filho, mas sim para o salvar” (Jo 3, 16-17).

Nada mais escravizante e perverso existe na religião do que criar um deus à nossa imagem e semelhança para servir as nossas intenções cheias de preconceitos e recalcamentos.
O Deus revelado por Jesus no NT não é mais um deus, mas sim o Único e o Verdadeiro porque não exclui ninguém; pelo contrário, é Único porque é para toda a humanidade e Verdadeiro porque revelou-se para salvar e libertar esta mesma humanidade.
O Cristianismo não é uma religião do Super-homem que cria ídolos e esmaga a liberdade dos seus escravos, mas é uma religião do Homem-Deus.

A prova mais evidente da divindade de Jesus não foi, por si só, os seus milagres, aquilo que disse, a forma como morreu ou até a ressurreição, mas foi a forma como viveu a sua humanidade, ou seja, Ele viveu autentica e intensamente o ser humano porque esteve sempre ao lado dos que mais precisavam, assumiu a causa dos que estão no último lugar da fila ou tabela e amou sempre e até ao fim! Por isso, tão humano, mesmo tão humano, como Ele foi, só podia ser Deus!!!

Nova luz sobre o homem
Hoje em dia, os que são considerados grandes neste mundo são aqueles que aparecem nos grandes planos dos meios de comunicação, aqueles que têm o seu nome nas primeiras páginas dos jornais, aqueles que coleccionam medalhas e troféus, aqueles que sabem manipular a bolsa e amontoam à custa do sangue dos outros.
No tempo de Jesus, eram os membros do sinédrio, os sacerdotes do Templo e os rabinos que gostavam de passear nas praças públicas para mostrar os seus galardões e escolher os primeiros lugares nos grandes banquetes.

Com Jesus dá-se a reviravolta dos valores deste mundo.
Para Ele o homem de sucesso não é o que vence, mas aquele que deixa vencer o amor;
Não aquele que domina, mas o que se põe ao serviço do outro;
Não é aquele que só pensa no próprio interesse, mas o que faz da sua vida um dom para todos.

Uma nova sociedade
Nós vivemos numa sociedade competitiva. E desde miúdos que nos colocam na cabeça que se não formos bonitos, inteligentes, ricos, simpáticos, fortes, de boa saúde não iremos muito longe.
Que luz projecta Jesus sobre esta sociedade? Que valores novos introduz?
Um dia, Ele sentou, pegou numa criança, colocou-a no meio e, abraçando-a disse aos Doze: “Todo aquele que receber uma criança em meu nome, é a Mim que recebe. E quem Me receber, não recebe só a Mim, mas também Aquele que me enviou” (Mc 9, 36-37).

No tempo de Jesus, as crianças eram o símbolo de quem não conta, de quem não tem valor, de quem depende completamente dos outros, de quem não produz nada, mas um dia já foi útil e agora só é um fardo para aqueles que lhes são mais próximos.
No mundo novo, as pessoas marginalizadas passam da periferia para o centro. A elas é oferecido o lugar de honra. A comunidade de Jesus “abraça” os pobres, as “crianças” e todos aqueles que precisam de tudo, talvez até de dignidade!
Este “abraço” não significa que aceita pacificamente os seus caprichos e favorece a preguiça, mas no sentido que as ajuda, as faz crescer e empenha-se a fazer com que se tornem adultas, auto-suficientes, capazes de projectar e construir a sua própria vida.

Aí eu percebo que o projecto de Jesus só podia ser por Amor. Então todo o bem que faço não pode deve por amor de Deus! Mas sim, por amor ao irmão, mas com o Amor de Deus; ou seja, como Deus o ama!
Jesus não veio criar um mundo diferente deste; Ele veio transformar este mundo, porque o novo mundo não está fora deste, pelo contrário, está dentro deste mundo.
Dá-se quando vivermos e nos tratarmos todos como irmãos. Jesus disse não chameis a ninguém de ‘Pai’, porque um só é o vosso Pai e vós sóis todos irmãos.

Todos nós somos iguais, porque todos queremos as mesmas coisas:
a) Não sofrer;
b) Ser feliz;
c) amar e ser amado;
d)
encontrar um sentido novo para a vida;
E, para isso, precisamos da ajuda dos outros. Enquanto não tornarmos a sério este projecto, o mundo novo não começa! Enquanto eu ficar de braços cruzados a ver a caravana passar, o mundo novo não começa!
Enquanto eu ficar à espera que os outros avancem com o primeiro passo, o mundo novo não começa!


Depois de Cristo já não há situações irremediáveis ou perdidas para sempre, apenas pessoas que deixaram de acreditar ou perderam a esperança. Ela renasce quando Jesus diz: “Quando eu for levantado da terra atrairei todos a Mim”(Jo 12, 32). É subindo ao monte calvário, abeirando-se da árvore da vida e colhendo o seu fruto mais precioso, Jesus Cristo, que nos possibilita o caminho de divindade, desejada desde o Éden.

A bússola do crente não é um mapa astral com os símbolos do zodíaco, mas a cruz de Cristo que lança luz em todas as direcções da sua vida.
Seis casos concretos onde a cruz de Cristo pode dar sentido:
1. Um jovem que se mete na droga?
“Vai, vende tudo o que tens e depois vem e segue-Me”.

2. Alguém que perde o seu emprego?
“Procurai o reino de Deus e a sua justiça e o resto ser-vos-á dado por acréscimo”. “Todo o trabalhador merece o seu salário”.

3. Um casal que após 20 ou 30 anos de casamento, divorciam-se?
“Não separe o homem o que Deus uniu”.

4. Um casal que vai casar pela igreja?
“Maridos amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja”.

5. Uma família que vê nascer o seu primeiro filho?
“Alegrai-vos antes, porque os vossos nomes estão escritos no Céu.”

6. Uma pessoa com cancro terminal?
“Eu sou a ressurreição e a vida, quem acredita em Mim, jamais morrerá”.


Experimentar a “cruz de todos os dias” é fazer a experiência do sofrimento, da doença, da morte, do cansaço, do fastio, do vazio, do sem sentido da vida, das opções erradas, da angústia, do medo, da insegurança, da mágoa, da amargura, do fracasso onde somos experimentados como ouro no crisol.

No entanto, todas essas experiências não são mais do que convites a crescermos e amadurecermos as nossas opções! Com Jesus e a sua fidelidade até à cruz, aprendemos a enfrentar a vida e tudo o que ela implica com a mesma decisão, coragem e compromisso com que Ele viveu, inclusivamente, a cruz, o momento de maior prova: enfrentou-a de peito aberto e nunca renunciando à forma como sempre viveu: aconteça o que acontecer Ele não iria desistir!
Se vivermos da mesma forma as nossas cruzes, elas tornar-se-ão lugares de encontro e sacramento da revelação de Deus.

Este trabalho foi feito e apresentado pelo Pe. Paulo Borges, aquando da visita da Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude a São Miguel Açores, no passado dia 19 de Agosto, numa conferencia realizada no Mosteiro Nossa Senhora das Mercês (Irmãs Clarissas) na Freguesia das Calhetas no Concelho da Ribeira Grande.


Recomeça...

Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
Sempre a sonhar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde com lucidez, te reconheças.


Miguel Torga

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"Porque esta PALAVRA está muito perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires" (Deut.30.14)