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EVANGELHO QUOTIDIANO

domingo, 26 de abril de 2009

"Deus chama Samuel"
















"O Chamamento de Deus"


Dia da Bíblia - 25 de Abril de 2009 - Dehonianos
Samuel 3, 1-21

Samuel (= “o seu nome é Deus”. Em Sm 2, 20 Ana diz a razão da escolha do nome do menino: “eu o pedi ao Senhor”).
Nomes relacionados: Eli. Israel. Daniel. Ezequiel. Joel. Natanael. Rafael. Gabriel. Miguel. ‘El’ significa Deus.
Eli parece ser descende de um dos filhos de Aarão (Cr 6, 33-38), foi sacerdote e juiz durante 40 anos em Israel (Sm 4, 18), teve dois filhos: Hofni e Fineias. Viveu no santuário de Silo, onde estava a Arca de Deus, durante a época dos juízes, isto é, antes da monarquia.
Os pais de Samuel, Elcana e Ana, eram da tribo de Efraim e iam à peregrinação anual ao santuário de Silo para a adoração e o sacrifício. Sentado à entrada do templo, Eli viu Ana a chorar muito enquanto rezava, pensou que estaria embriagada, no entanto ela encontrava-se desolada “porque o Senhor Deus a tornara estéril” (1, 5-9).
Samuel foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas de Israel. Marca um tempo novo. Ungiu os dois primeiros reis: Saul e David e viveu por volta do ano 1100 a. C. (At 3, 24; 13, 20).
Começa a primeira escola de profetas em sua casa em Ramá. Havia também outras ‘escolas de profetas’ em Betel, Guilgal e Jericó (II Rs 2, 1-5). Estes ‘profetas orais’ viveram uns 300 anos antes dos profetas que escreveram os 17 livros do AT. O sacerdócio estava corrompido e Samuel, simultaneamente, com a organização monárquica de Israel, iniciou essas escolas como uma espécie de freio ao sacerdócio do templo. Uma vez mais, Deus ‘arranjou’ uma maneira de se aproximar e cuidar do seu povo.
Aparece uma nova ordem política e espiritual para Israel representada pelos reis e profetas, durante um período de quinhentos anos, aproximadamente (1095/50 – 586 a.C.).

Análise de Samuel 3, 1-21
A fonte todo o processo da fé é a Palavra de Deus. Ela torna-se, pela fé, no lugar onde Deus encontra-se com o homem e vice-versa. É um processo de crescimento e amadurecimento mútuo que implica escuta atenta, abertura interior e vulnerabilidade, ou seja, deixar-se tocar… pela Palavra de Deus.

v. 1: “O Jovem Samuel servia (‘sharet’) o Senhor na presença de Eli. O Senhor, naquele tempo, falava raras vezes e as visões não eram frequentes”.
Percebemos que a relação entre Samuel e Eli era de mestre-discípulo, porque no hebraico ‘sharet’ é um verbo técnico usado para referir o ‘serviço’ que o discípulo presta ao seu mestre. Assim também Josué é chamado ‘servidor’ (‘mesharet’) de Moisés (Ex 24, 13; 33, 11).
No Evangelho Jesus alerta que “não se pode servir a dois senhores…”, por isso, o ideal é servir o Senhor, na presença do Senhor. No entanto, Samuel serve o Senhor sob a direcção de Eli. No v. 7: refere que Samuel ainda não conhecia o Senhor… significa que ainda não tinha intimidade com Deus, nem atingira a maturidade e autonomia espiritual, que é o verdadeiro objectivo do discípulo.
Podemos deduzir que Eli era o catequista de Samuel e que limitava-se a transmitir-lhe a cultura, a tradição, os costumes, os rituais e as histórias da História de Israel… isto não faz discípulos autênticos, mas repetidores de rituais muitas vezes vazios de sentido…
Deus já não comunicava… parecia longe, distante. A relação entre Deus e o seu povo está em crise e reflecte as relações humanas: comunidade – divindade. É habitual na condição humana, quando há tensões, conflitos e fricções as pessoas fecharem-se: deixam-se de falar… parece que Deus já nem fala… se calhar, não há nada para dizer… não há novidade… é o vazio… é o fastio entre Deus e a humanidade… nada há Palavra, nem palavras… por isso, os homens deixaram de ‘ver Deus’… a vida fica sem sentido e sem sabor… Aqui há uma notória crise teológica, espiritual e religiosa.

v. 2: … os olhos de Eli tinham enfraquecido e mal podia ver.
É natural que uma pessoa idosa tenha dificuldade em ver. Pois aqui não se trata meramente de um problema visual. Eli é um homem de Deus, um sacerdote, aquele que em Israel representa a religião. Se ele começa a ficar cego, parece que o autor sagrado quer-nos transmitir que Eli está entrando num processo de declínio espiritual, de cegueira da fé. Por outras palavras, a relação entre Deus e o povo tinha perdido o vigor, a frescura e a confiança. A Palavra de Deus não está fazendo parte da vida do povo.

v. 3: A lâmpada de Deus ainda não se tinha apagado… Samuel repousava no santuário, onde estava a Arca de Deus.
Apesar de pequena, fraca e ‘quase’ no fim a chama de Deus ainda não se tinha apagado, significa que apesar de tudo Deus não tinha desistido, para Deus há sempre esperança, não há casos irremediáveis, nem perdidos para sempre. Repousava no santuário a sua cartada, a reviravolta, a continuidade da História de Deus com o seu povo. Samuel é o pavio novo que vai revigorar a lâmpada de Deus que vai enchê-la com o azeite novo da sua fé. Por outras palavras, Samuel vai fazer com que a Palavra de Deus se faça ouvir de novo e assim iluminar a vida do povo.
O povo de Israel tinha a convicção que a Arca de Deus era sinal da presença de Deus no meio do seu povo (Ex 25, 10-30). Ela era o baluarte seguro, a garantia e a maior prova de que Deus estava próximo do seu povo.

vv. 4-11: Deus chama Samuel por 3 vezes, repetindo o seu nome 2 vezes…
Samuel, Samuel… Deus toma a iniciativa: chama pelo nome, isto é, um convite personalizado! Deus estabelece uma relação pessoal e única com o ser humano. Tal como fez a Abraão, Jacob, Moisés, Saulo… Samuel desperto (não já no sono, nem num sonho!) confunde a voz de Deus com a de Eli, pois dele lhe vinham todas as suas referências do sagrado. O autor sagrado tem a delicadeza de esclarecer que “Samuel não conhecia o Senhor, porque a palavra de Deus ainda lhe tinha sido revelada”.
Samuel tinha ouvido falar de Deus, mas ainda não tinha feito a experiência pessoal de encontro com Deus, através da sua Palavra!
A dificuldade de Eli em perceber logo que era Deus que chamava Samuel, revela em certo sentido, a sua cegueira espiritual; no entanto, entrega a Samuel a ‘chave da porta’ onde se dá a relação, o encontro com Deus: “Fala, Senhor, o teu servo escuta”. Parece fazer-nos lembrar o credo hebraico que começa: Shema Israel… Escuta Israel, o Senhor teu Deus é único… (Dt 5).
Vale a pena lembrar que o texto começa com o verbo servir (‘sharet’) que significa serviço prestado a um mestre, mas agora é o próprio Samuel que se assume como ‘servo’ (‘abad’) que é usado só para o serviço de Deus. Parece que ele nos quer dizer que antes estava ao serviço de Eli, mas agora só estará ao serviço de Deus.
Com isto a Palavra de Deus quer ensinar-nos que tudo o que sabemos de Deus foi-nos transmitido pelos nossos pais, catequistas, professores, padres, pastores… na verdade, se abdicarmos das ‘respostas feitas’ aprendidas na catequese da nossa infância, não conseguimos dizer nada sobre Deus, em linguagem bíblica, não conhecemos quem é o nosso Deus!
S. Paulo diz-nos que a fé entra pelo ouvido e que o ser humano começa por ler a Palavra de Deus em ‘tábuas humanas’, isto é, pelo testemunho fiel do verdadeiro discípulo de Jesus. No entanto, isto é só o inicio, porque o objectivo é chegar a Deus.
Note-se que à medida que a casa de Eli vai definhando e caindo na ruína, como que num refrão, a Palavra de Deus repete que Samuel ia crescendo: 2, 21; 3, 19.
Enquanto Samuel é curado por Deus da surdez, Eli vai perdendo a capacidade de ver: cegueira espiritual de ver a Deus.
Jesus alerta-nos sobre o que é ser seu discípulo: “Quanto a vós, não vos deixeis tratar por ‘mestres’, pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos” (Mt 23, 8).
O caminho do discípulo é o serviço e a gratuidade e para isso é necessário manter-se atento e numa atitude de escuta de Deus que nos fala pela Palavra: “Fala, Senhor, o teu servo escuta” (Sm 3, 10; Mt 7, 21ss; Lc 11, 27-28).
Pe. Paulo Borges

"Um dia com a Biblia"


Foi no passado dia 25 de Abril que cerca de 50 pessoas vindas das várias paróquias da ilha se reuniram no Centro Missionário “ Coração de Jesus” na paróquia do Livramento, para viverem “ Um dia com a Bíblia “.
Este acontecimento de relevo para a comunidade cristã desta ilha, teve a organização do Secretariado Bíblico e contou com a presença do Vigário Episcopal, para a ilha de São Miguel em representação da Diocese, o Pe. Octávio Medeiros e também como orador o Pe. Paulo Borges.
O tema escolhido para este dia, neste ano Paulino foi “ O chamamento de Deus”.
O dia começou ás 09.30 com o acolhimento, a coordenadora do Secretariado Bíblico de São Miguel, Regina Pinheiro, na abertura deste dia falou sobre a importância do Movimento de Dinamização Bíblica nas nossas vidas e nas nossas comunidades, como meio de levar a paixão pela Palavra de Deus que nos chega através da Bíblia, a todos os Cristãos.
Coube ao Pe. Paulo Borges o desenvolvimento do tema, “O chamamento de Deus”, com a apresentação de um trabalho baseado em Samuel 3, 1-21.
Pelas 12.30 teve lugar um almoço partilhado por todos os participantes, pelas 14.00 reiniciaram-se os trabalhos com a formação de 5 grupos aos quais foram entregues versículos Bíblicos, para que com base neles respondessem a algumas perguntas, e elaborassem um texto, fruto da meditação dos grupos. Às 15.00 iniciou-se um plenário onde cada grupo partilhou as suas conclusões.
A concluir este dia o Pe. Octávio Medeiros apelou á abertura dos nossos corações á Palavra de Deus, e ao cultivo desta mesma Palavra para que assim cada um possa dar frutos, pondo assim os talentos que Deus nos dá a render nas nossas comunidades , ao serviço de Deus e do irmão.
Pelas 16.00 na cerimonia final a Sagrada Bíblia passou de mão em mão ao som de cânticos de alegria, cada participante, recebeu uma vela que acendeu num círio que acompanhou a Bíblia simbolizando a luz que recebemos no dia do nosso Baptismo e que nos faz filhos de Deus que é Luz do Mundo.
Terminou assim este dia de festa e de alegria com a promessa de todos viverem não só um dia com a Bíblia mas toda a nossa vida segundo a Palavra de Deus.


Emanuel correia
Marta Pacheco

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sejamos Páscoa!



A Páscoa, antes de mais nada, tem de ser uma passagem. Já o foi, em tempos antigos, para o Povo de Deus: uma passagem da escravidão, no Egipto, para a liberdade na Terra Prometida. E eles recordavam constantemente esse facto.
Com maior razão, também o foi com Jesus Cristo, como passagem para a libertação de todas as escravidões, do pecado e da morte.
Para nós não poderá ser apenas uma passagem de tempos, da Quaresma para a Páscoa, do Cristo morto para o Cristo Ressuscitado.
Uma grande parte de nós tem uma ideia da Ressurreição de Cristo como um mero acontecimento estático depois da Sua morte, o que é um erro, já que a Ressurreição é também uma passagem em mim próprio, é toda uma vida nova que me leva a empreender um esforço de reconversão (passagem), libertando-me dos meus critérios mesquinhos, do meu egoísmo, dos meus orgulhos, da mentira, do ódio, enfim, do mal.
Quando isso acontece, alcançamos a Terra Prometida da vida nova de baptizados, e podemos dizer que estamos a construir o nosso próprio processo de Ressurreição.
A Ressurreição é, afinal, o nosso amanhã, é o nosso destino, que se concretiza já no hoje, no presente.
O nosso grito de “ALELUIA” tem de ser verdadeiro, compreendido, reconhecendo que Cristo está vivo na sua Igreja através do Seu Espírito, no serviço aos pobres, aos doentes, aos frágeis, aos abandonados e aos carentes; mas também na comunidade reunida em Seu nome, na Sua Palavra, nos sacramentos, nas nossas relações, e em todas as experiências gratificantes que nos fazem sorrir para a vida.Cristo ressuscitou! Aleluia!

Pe.Paulo Borges

Mensagem de D. António de Sousa Braga ( Páscoa)


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